29 de September de 2026
Apesar da perspectiva do mercado sobre a redução do preço do frete com a entrada de navios extras, na prática a escassez de contêiner na Ásia continua e os fretes seguem nas alturas. A tendência para os próximos meses não é das mais alentadoras. Especialistas não enxergam uma mudança drástica no curto prazo e sim uma queda gradativa ao longo do ano.
Neste cenário, a gestão de risco dos importadores é fundamental para um mercado ainda incerto. Importadores estão segurando ou diminuindo os seus pedidos, aguardando por uma possível queda de frete. No entanto, isso tem um limite e os importadores não podem simplesmente parar as suas atividades por muito tempo.
Uma solução para este cenário que muitos importadores vêm adotando é a quebra de lotes migrando do modal FCL para o modal LCL, de maneira a ter condições de custos mais favoráveis que viabilizem suas operações.
O impacto do aumento do frete no FCL é maior para importadores que trabalham com regime de habilitação de radar expressa e limitado que, perante o aumento do frete, viram o valor CIF da mercadoria disparar e como consequência são obrigados a revisar a modalidade do radar.
Ainda é difícil prever uma melhora significativa e a previsão após o feriado chinês é de novas omissões de saídas mantendo o frete no patamar atual. Para complicar ainda mais a situação, na semana passada, o navio Maersk Lavras, que faz parte da rota Ásia/East Cost South América e também faz escala no Brasil sofreu um incêndio no terminal 4 em Buenos Aires, Argentina. Caso se confirme a avaria do navio, que tem capacidade para 9.500 teus, poderá trazer mais turbulência nos valores do frete pela frente.